A infância é uma fase onde geralmente as crianças tem uma baixa ingestão de bons nutrientes, seja porque não aceitam diversas texturas e sabores dos alimentos naturais ricos em vitaminas e minerais, ou seja porque a hora de brincar é sempre tão gostosa que sentar à mesa para realizar a refeição parece uma tortura. A ingestão de alimentos ricos em micronutrientes (vitaminas e minerais) é imprescindível para o desenvolvimento físico, psíquico e imunológico da criança. No corpo, esses elementos não agem isoladamente e precisam estar em doses equilibradas para se complementarem e exercerem seus efeitos.

 

ZINCO:

O zinco está presente em mais de 300 reações químicas dentro do nosso corpo, logo, é possível imaginar a importância de manter bons níveis séricos de zinco. Entre os inúmeros processos biológicos influenciados por esse oligoelemento destaca-se o crescimento e desenvolvimento físico e mental, a sua influência no metabolismo de transporte e absorção da vitamina A, prevenção de diabetes e seu papel na defesa do organismo pela maturação das células de defesa e por sua ação antioxidante.

 

VITAMINA C:

A vitamina C é um dos micronutrientes mais estudados e sua principal e mais conhecida função está relacionada à imunidade. Sua carência pode causar dificuldade de cicatrização, problemas nas gengivas e desestabilização dos dentes. A vitamina C é excretada na urina em grandes quantidades, razão pela qual precisamos manter uma ingestão diária adequada.

 

VITAMINA B2:

Vitamina do complexo B, relacionada ao metabolismo das gorduras, açúcares e proteínas. Sem ela a vitamina B6 e o ácido fólico são incapazes de se transformarem na forma ativa para exercerem sua ação. Sua deficiência, além de ocasionar manifestações físicas como pele seca e problemas visuais, pode também interferir na absorção do ferro. Sua forma ativa chama-se riboflavina-5-fosfato.

 

VITAMINA B6:

Importante no metabolismo de carboidratos e aminoácidos. Regula a ação dos hormônios, auxilia na utilização de vitaminas e atua na síntese de neurotransmissores. Promove a formação das hemácias. Sua deficiência afeta o sistema nervoso e causa irritabilidade, dermatite seborréica, eczema, anemia e convulsões. No corpo há necessidade de conversão da vitamina B6 na sua forma ativa piridoxal-5-fosfato.

 

VITAMINA B12:

Importante no metabolismo celular, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. Participa do metabolismo energético de aminoácidos e de lipídeos, da síntese de células, inclusive hemácias, e genes. A sua deficiência pode ser devida à má absorção (comum em pessoas idosas) ou por problemas digestivos. Causa dor de cabeça, humor instável, fraqueza muscular, fadiga, indigestão, anemia, transtornos na formação do sangue, distúrbios gastrointestinais e neurológicos. A vitamina B12 no corpo precisa ser convertida a sua forma ativa de metilcobalamina.

 

VITAMINA A:

Nutriente essencial, necessário em pequenas quantidades para o adequado funcionamento do sistema visual, crescimento e desenvolvimento, manutenção da integridade celular epitelial, função imune e defesa antioxidante. Estima-se que 250 milhões de crianças no mundo sejam deficientes de vitamina A e que de 250 mil a 500 mil crianças ao ano tornem-se cegas em decorrência da carência. Além do efeito direto na visão, a deficiência de vitamina A influencia a incorporação de ferro nas hemácias agravando os casos de anemia ferropriva.

 

 

VITAMINA K:

É necessária na coagulação sanguínea e na cicatrização, atuando na formação óssea. A vitamina K impede a progressão da placa de colesterol e inibe a calcificação arterial, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. Antibióticos interferem negativamente na absorção de vitamina K. Sua deficiência gera tendência à hemorragia, causando sangramento fácil de gengiva e da pele. Sua forma mais reconhecida pelo corpo é a K2.

 

ÁCIDO FÓLICO:

Necessário para a formação e maturação das células sanguíneas e das células de defesa na medula óssea, a deficiência de ácido fólico pode ocasionar má-formação das células, déficit de crescimento, anemia, alterações sanguíneas e distúrbios na digestão. Para exercer sua ação, o ácido fólico precisa ser transformado em ácido folinico e posteriormente em metilfolato.

 

VITAMINA D:

Está relacionada não somente ao desenvolvimento e manutenção da saúde óssea, mas também à redução do risco de obesidade e diabetes, além de aumentar a imunidade. Níveis séricos normais de vitamina D promovem a absorção do cálcio e, por essa razão, durante a infância, a deficiência dessa vitamina pode causar retardo do crescimento, anormalidades ósseas e aumento do risco de fraturas na vida adulta. Frutas e vegetais fornecem baixas quantidades de vitamina D e sua absorção é altamente dependente da exposição ao sol. Como nos dias atuais as crianças se expõem ao sol cada vez menos, observa-se ano após ano o aumento da incidência de carência nutricional de vitamina D.

 

FERRO:

Elemento essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança, que em deficiência pode levar a casos de anemia ferropriva. Nos países em desenvolvimento como o Brasil, estima-se que a prevalência de anemia entre crianças é de mais de 50%, podendo reduzir as habilidades das crianças em relação a linguagem e coordenação motora fina.

 

 

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